Viaduto Santa Tereza


Construído em 1929, o Viaduto Santa Tereza foi projetado pelo engenheiro Emílio Baumgart. O objetivo da obra era ligar os bairros de Santa Tereza e Floresta ao centro de Belo Horizonte, que naquela década crescia muito com a expansão industrial. Na época, a obra ficou conhecida pela magnitude e audácia dos projetistas. O arco parabólico, por exemplo, a parte mais importante e difícil do projeto, consumiu 700 metros cúbicos de concreto e foi uma revolução na ocasião. A inauguração foi em setembro de 1929, mas até hoje, o viaduto permanece como uma das mais importantes obras de arte de engenharia urbana do estado.

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Viaduto Floresta

Viaduto Floresta[1]

Viaduto e bonde[1]

O Viaduto Floresta foi criado em 1937, sob a administração do prefeito Otacílio Negrão de Lima. O objetivo da obra foi tentar acabar com o grande número de acidentes que havia no cruzamento da Avenida do Contorno com as linhas da Central do Brasil e da Oeste de Minas na década de 1930, quando começou a aumentar o número de veículos na cidade. Em 13 de setembro de 1945, o viaduto passou a se chamar “Dos Viajantes”, e ficou registrado assim até 2002, quando um projeto da câmara de vereadores de Belo Horizonte com o um novo nome para o viaduto foi sancionado, passando a se chamar Viaduto Jornalista Oswaldo Faria. Na prática, no entanto, o povo já consagrou e o Viaduto é da Floresta.

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Casa do Conde

O bairro Floresta foi um dos primeiros locais de moradia dos operários que trabalharam na construção da capital mineira. Muitos construíram casebres na região, mas, com o tempo as habitações humildes deram lugar a casarões. Uma das mais famosas edificações é o palacete do Conde de Santa Marinha, hoje conhecida como a “Casa do Conde”. Foi construído em 1896, por Antônio Teixeira Rodrigues, o Conde de Santa Marinha, de origem portuguesa. Ele veio ao Brasil integrar a equipe construtora da nova capital de Minas. O casarão (primeira construção fora do perímetro da avenida do Contorno, embora fique praticamente às margens dela) se localiza à rua Januária, 130. O curioso é que o palacete nem chegou a ser habitado pela família, pois o dono faleceu no Rio de Janeiro, justo quando foi buscar os familiares para viver na nova capital. O casarão, que em 1903 foi sede do Colégio Santa Maria, hoje é palco de eventos culturais importantes. Desde 2006, a Casa do Conde se transformou na sede da Funarte (Fundação Nacional de Artes).

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Igreja Nossa Senhora das Dores

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A cerimônia de colocação da pedra fundamental da Matriz de Nossa Senhora das Dores da Floresta foi no dia 19 de fevereiro de 1922, com a presença de altas autoridades do estado e grande número de moradores da região.

O paraninfo do ato foi o Dr. Waldemiro Gomes Ferreira, que representou o vice-governador, Eduardo Amaral, e o governador Artur Bernardes. Na solenidade foi rezada uma missa pelo padre Godofredo Strybos, Vigário da paróquia de São José. O prédio da Matriz de Nossa Senhora das Dores foi inaugurado em 1939.

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Cine Odeon

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O bairro Floresta já teve três cinemas ao longo de sua história. O antigo Cine Floresta, inaugurado em 06/02/1915 e fechado em 25/10/1955, que ficava na esquina das ruas Pouso Alegre e Itajubá; O Cine Floresta Novo, que funcionou de 03/06/1948 a 03/03/1980, na Avenida do Contorno, esquina com Rua Floresta, onde hoje funcionam várias lojas comerciais como a Elmo Calçados; além do Cine Odeon (foto), de 19/07/1947 a 1956, quando foi fechado para reformas e voltando a funcionar de 31/10/1959 a 16/12/1995. Ele ficava na Avenida do Contorno, em frente ao Carrefour Bairro, onde funciona hoje a Igreja Universal do Reino de Deus.

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Igreja São Pedro Apóstolo

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A Paróquia de São Pedro Apóstolo, do bairro da Floresta, foi criada em 31 de dezembro de 1952, com a celebração de Dom Antonio dos Santos Cabral, então Arcebispo de Belo Horizonte, na Capela do Colégio Santa Maria. No dia 25 de janeiro de 1953, também na Capela do Colégio Santa Maria e com a presença do Arcebispo Metropolitano, foi empossado o primeiro pároco, Padre Gonçalo Belém Rocha. Uma das primeiras atitudes de Padre Belém foi encomendar a planta da igreja, recomendando um estilo moderno, ao engenheiro Ildeu de Aguiar, que doou seu projeto. Para construir o prédio da igreja, na esquina das ruas Januária e Ponte Nova, foi adquirido o terreno de 1.400m2, da Sociedade do Santo Rosário do Colégio Santa Maria, cuja escritura foi assinada em 1º de junho de 1953. A Igreja foi consagrada em 29 de junho de 1968, dia de São Pedro, em cerimônia presidida por Dom João Resende Costa e concelebrada por outros 16 padres.