Moradores reforçam insatisfação com semáforos

Moradores reforçam insatisfação com semáforos

Na edição passada, o JF publicou uma matéria abordando os principais problemas de trânsito no bairro. Entre eles, a questão do tempo de sinais de pedestres, principalmente em frente à Confeitaria Momo, na rua Itajubá, e em frente à Casa Eure, na Contorno com Itajubá. Segundo a BHTrans, o cálculo foi realizado com base em uma pesquisa de movimentação e o tempo está correto. Como na matéria anterior foi publicada apenas a opinião da BHTrans, nesta edição, este jornal ouve a opinião dos pedestres.

Para entender a dimensão do problema, a reportagem do JF ficou algumas horas por dois dias nos pontos indicados e conversou com várias pessoas sobre o tempo estabelecido nos sinais para as travessias. Walter Messias Braga, da Loja Baby, próximo ao sinal da Itajubá, disse que é um sinal demorado e rápido ao mesmo tempo. “É muito demorado a espera para os pedestres, porque vem um fluxo grande de carros de dois sentidos da rua Pouso Alegre e, quando fecha para os motoristas, é muito rápido para  pedestre passar”.

Limitações e Riscos

Lúcia Drumond, moradora que está na melhor idade, afirmou que considera o tempo muito curto. “Idoso aqui passa muito aperto, porque mesmo se não estiver em condições tem que andar rápido. Muitas vezes temos que contar com a boa vontade de motoristas que precisam parar para a gente concluir a travessia”, ressalta. Segundo Maria Helena Rocha, os dois pontos são locais onde o pedestre não tem vez, porque é um sinal rápido e perigoso.

Luana Nonato, que trabalha com planfletagem e estava em frente ao local, mostrou indignação com a situação. “Sou de outro bairro e trabalho em várias regiões de BH e aqui é um dos sinais mais perigosos que já vi, porque é bastante rápido, passam muitos carros e ainda tem esta curva bem fechada. Estou horrorizada com os riscos que as pessoas correm”. O conhecido “Zequinha do Pano”, que fica muito nas imediações, comenta que assiste gente correr o dia inteiro por ali e percebe muitos riscos. “Escuto muitas freadas, é um susto atrás do outro, porque é um sinal que praticamente fecha num piscar de olhos”.

Em frente à Casa Eure, a situação é muito difícil. Carlos Henrique, proprietário da loja, disse que o dia inteiro ouve reclamações, porque ali acontecem muitos avanços de sinal. “Fica difícil para o pedestre, porque o sinal fecha na Itajubá e logo abre na Contorno. Por isso, não consigo entender este tempo que a BHTrans colocou e também acho que o sinal está mal sincronizado.

Matilde Silva, que fez uma cirurgia na perna recentemente e ainda está com limitações para andar, diz que como tem que passar por ali todos os dias, muitas vezes conta com a boa vontade dos motoristas. “Muitos já tiveram que esperar, porque realmente o tempo é curto demais”. Iara Martins, atravessou correndo e, quando olhou para trás, a filha tinha ficado, porque havia se distraído por alguns segundos. “O sinal é tão rápido, que qualquer segundo tem que ser aproveitado”. Realmente, a reportagem do JF se deparou com muitas situações, conversou com muitas pessoas, mas por causa de espaço, fica difícil colocar a opinião de todos. Mas uma certeza ficou: 100% dos entrevistados consideram os dois sinais de pedestres com tempos muito curtos e arriscados e essa constatação foi mais uma vez repassada para a BHTrans.



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1 comentário

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  1. Hdpape
    Hdpape 26 setembro, 2018 , 14:09

    O parlamentar esteve no local na manha desta terca-feira (17), acompanhado de integrantes da Associacao dos Moradores do bairro Vila Cristina. Ele disse ja ter conversado com a Semuttran, porem, ate o momento, o pedido nao foi atendido. O gabinete do vereador ira reforcar a demanda.

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